<?xml version="1.0" ?>
		
		<rss version="2.0">
			<channel>
				<title>Espa&#xe7;o Pedag&#xf3;gico</title>
				<link>http://espacopedagogico.terapad.com/</link>
				<description>Fazer educa&#xe7;&#xe3;o</description>
				<copyright>Copyright (c) Espa&#xe7;o Pedag&#xf3;gico 2007 - All Rights Reserved</copyright>
				<pubDate>Tue, 20 Mar 2007 14:48:40 GMT</pubDate>
				<lastBuildDate>Tue, 20 Mar 2007 14:48:40 GMT</lastBuildDate>
				<generator>http://www.terapad.com/ - v.2.2.0</generator>
				<docs>http://backend.userland.com/rss</docs>
		 
				<item>
					<title>O papel do registro na forma&#xe7;&#xe3;o do educador</title>
					
					
					<link>http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11875&amp;from=list</link>
					<guid isPermaLink="true">http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11875&amp;from=list</guid>
					<description> &lt;span class=&quot;creditos&quot;&gt;Madalena Freire&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=&quot;textomateria&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;o que diferencia o homem do animal &lt;br /&gt;&amp;eacute; o exerc&amp;iacute;cio do registro &lt;br /&gt;da mem&amp;oacute;ria humana&amp;quot; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vygotsky&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;O educador no seu ensinar, est&amp;aacute; em permanente fazer, propondo atividades, encaminhando propostas aos seus alunos. &lt;br /&gt;Por isto mesmo sua a&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem que ser pensada, refletida para que n&amp;atilde;o caia no praticismo nem no &amp;quot;bomberismo pedag&amp;oacute;gico&amp;quot;.&lt;br /&gt;Esta a&amp;ccedil;&amp;atilde;o pensante, onde pr&amp;aacute;tica, teoria e consci&amp;ecirc;ncia s&amp;atilde;o gestadas &amp;eacute; de fundamental import&amp;acirc;ncia em seu processo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;Contudo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; todo educador que tem apropriado seus desejos, seu fazer, seu pensamento na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o consciente de sua pr&amp;aacute;tica e teoria.&lt;br /&gt;Como despert&amp;aacute;-lo deste sonho alienado, reprodutor mec&amp;acirc;nico de modismos pedag&amp;oacute;gicos? &lt;br /&gt;Como form&amp;aacute;-los para que sejam atores e autores conscientes de seu destino pedag&amp;oacute;gico e pol&amp;iacute;tico? Como exigir que j&amp;aacute; estejam prontos para determinada pr&amp;aacute;tica pedag&amp;oacute;gica se nunca, ou muito pouco, exercitaram o seu pensar reflexivo e a socializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas id&amp;eacute;ias?&lt;br /&gt;O registro da reflex&amp;atilde;o sobre a pr&amp;aacute;tica constitui-se como instrumento indispens&amp;aacute;vel &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse sujeito criador, desejante e autor de seu pr&amp;oacute;prio sonho. &lt;br /&gt;O registro permite romper a anestesia diante de um cotidiano cego, passivo ou compulsivo, porque obriga pensar.&lt;br /&gt;Permite ganhar o distanciamento necess&amp;aacute;rio ao ato de refletir sobre o pr&amp;oacute;prio fazer sinalizando para o estudo e busca de fundamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o te&amp;oacute;rica.&lt;br /&gt;Permite tamb&amp;eacute;m a retomada e revis&amp;atilde;o de encaminhamentos feitos, porque possibilita a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a pr&amp;aacute;tica, constituindo-se fonte de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e replanejamento para a adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es futuras.&lt;br /&gt;O registro permite a sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um estudo feito ou de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aprendizagem vivida. O registro &amp;eacute; Hist&amp;oacute;ria, mem&amp;oacute;ria individual e coletiva eternizadas na palavra grafada. &amp;Eacute; o meio capaz de tornar o educador consciente de sua pr&amp;aacute;tica de ensino, tanto quanto do compromisso pol&amp;iacute;tico que a reveste.&lt;br /&gt;Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil escrever e refletir sobre nossa a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ensino. No decorrer destes anos, desde 1979, tanto no acompanhamento da reflex&amp;atilde;o de educadores, como no meu exerc&amp;iacute;cio permanente de reflex&amp;atilde;o e registro sobre a minha pr&amp;oacute;pria pr&amp;aacute;tica, tenho me certificado da import&amp;acirc;ncia desse exerc&amp;iacute;cio no processo de apropria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pensamento.&lt;br /&gt;A sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por cada um, do que &amp;eacute; relevante ser registrado se faz lenta e gradual. A princ&amp;iacute;pio n&amp;atilde;o h&amp;aacute; clareza sobre as prioridades, sobre o que &amp;eacute; importante guardar para al&amp;eacute;m da lembran&amp;ccedil;a, as vezes vaga, que pode ser guardada pela mem&amp;oacute;ria imediata. &lt;br /&gt;No processo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de educadores entendemos ser de extrema import&amp;acirc;ncia o desenvolvimento do registro enquanto a&amp;ccedil;&amp;atilde;o sistem&amp;aacute;tica e ritual do educador. Nesse sentido, nossa proposta no curso de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutura-se de forma a propiciar esse exerc&amp;iacute;cio, primeiramente, atrav&amp;eacute;s da escrita sobre a aula, da sua s&amp;iacute;ntese, que exige o exerc&amp;iacute;cio do registro em dois momentos distintos: primeiro, no ato mesmo da aula e depois, j&amp;aacute; distanciado dela. &lt;br /&gt;No primeiro momento, o exerc&amp;iacute;cio de observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e escuta subsidiam o registro apontando para os dados mais relevantes e significativos. Na aula, os educadores em curso observam as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino bem como a din&amp;acirc;mica constitu&amp;iacute;da pelo grupo e acompanham a discuss&amp;atilde;o dos conte&amp;uacute;dos tratados.&lt;br /&gt;O registro posterior, longe do espa&amp;ccedil;o/tempo em que ocorreu a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, caracteriza um outro e distinto movimento reflexivo. &amp;Eacute; nesse momento que os dados coletados podem ser interpretados lan&amp;ccedil;ando luzes &amp;agrave; novas hip&amp;oacute;teses e encaminhamentos, tanto no que diz respeito as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino, quanto no que aponta para as necessidades da aprendizagem. Dessa maneira, o educador, leitor e produtor de significados, cerca com rigor o seu pensar estudioso sobre a realidade pedag&amp;oacute;gica. Mas n&amp;atilde;o basta registrar e guardar para si o que foi pensado, &amp;eacute; fundamental socializar os conte&amp;uacute;dos da reflex&amp;atilde;o de cada um para todos. &amp;Eacute; fundamental a oferta do entendimento individual para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acervo coletivo. Como bem pontuava Paulo Freire, o registro da reflex&amp;atilde;o e sua socializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o num grupo s&amp;atilde;o &amp;quot;fundadores da consci&amp;ecirc;ncia&amp;quot; e assim sendo, sem risco de nos enganarmos, s&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m instrumentos para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento.&lt;br /&gt;Nesse aprendizado permanente de escrever e socializar nossa reflex&amp;atilde;o valendo-nos do di&amp;aacute;logo com outros, sedimenta-se a disciplina intelectual t&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria a um educador pesquisador, estudioso do que faz e da fundamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o te&amp;oacute;rica que o inspira no seu ensinar.&lt;br /&gt;O registro &amp;eacute; instrumento para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da compet&amp;ecirc;ncia desse profissional reflexivo, que recupera em si o papel de intelectual que faz ci&amp;ecirc;ncia da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Fonte : &lt;/font&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.pedagogico.com.br/edicoes/8/artigo2242-1.asp?o=r&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Espa&amp;ccedil;o Pedag&amp;oacute;gico&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
					<author>plenariovirtual@gmail.com</author>
					
						<comments>http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11875&amp;from=list&amp;ieFix=true#top</comments>
					
					<pubDate>Fri, 09 Mar 2007 11:59:02 GMT</pubDate>
					<category>Educa&#xe7;&#xe3;o</category>
					
				</item>
				 
				<item>
					<title>Isto &#xe9; Grupo!</title>
					
					
					<link>http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11874&amp;from=list</link>
					<guid isPermaLink="true">http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11874&amp;from=list</guid>
					<description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span class=&quot;textomateria&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Na g&amp;iacute;ria atual, dizer que uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;quot;&amp;eacute; grupo&amp;quot; &amp;eacute; falar em &amp;quot;arma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cilada, mentira&amp;quot;, ou ainda em &amp;quot;rede de intrigas&amp;quot;. E por qu&amp;ecirc; ?&lt;br /&gt;Relacionar estas palavras em torno da id&amp;eacute;ia de grupo, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel porque parece que embora a id&amp;eacute;ia aceite variadas associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; consenso que este tema carrega grandes desafios. Pensar em grupo, n&amp;atilde;o em agrupamento, &amp;eacute; pensar em relacionamentos e intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Falar em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por sua vez, implica sempre colocar em jogo hist&amp;oacute;rias reveladas e n&amp;atilde;o reveladas de cada membro de um grupo. Envolve desejos manifestos e outros inconscientes, que nunca ser&amp;atilde;o conhecidos, mas que fazem cada sujeito agir, aproximar ou afastar-se do outro. Afinal, embora os grupos tragam tamb&amp;eacute;m, o embri&amp;atilde;o da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do crescimento, estar em grupo n&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil e nem algo para o qual se esteja dispon&amp;iacute;vel ou preparado, sempre. Mas &amp;eacute; imprescind&amp;iacute;vel que se reflita sobre ele, pois somos confrontados inevitavelmente por diversas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es grupais: vivemos em grupo, trabalhamos com grupo e trabalhamos em grupo.&lt;br /&gt;A primeira situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; constituinte, pois nascemos numa fam&amp;iacute;lia, num certo local e num tempo hist&amp;oacute;rico: esta &amp;eacute; a nossa bagagem. Os outros grupos que escolhermos pertencer, ajudar&amp;atilde;o a recompor esta primeira matriz: o grupo interno.&lt;br /&gt;A segunda invoca nossa criatividade e curiosidade - imaginemos, como ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um grupo de diferentes adolescentes como alunos. Como ensinar um grupo com tais tra&amp;ccedil;os ?&lt;br /&gt;A terceira, aquela que nos interessa aqui, &amp;eacute; por princ&amp;iacute;pio desafiadora. Exige disponibilidade e disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conhecimento dos nossos movimentos, para conhecer os dos outros. Capacidade de escuta, paci&amp;ecirc;ncia e muita &amp;quot;transpira&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;quot;. E o mais interessante, &amp;eacute; que quando trabalhamos em grupo, carregamos sempre, expl&amp;iacute;cita ou veladamente as outras experi&amp;ecirc;ncias. Ser&amp;aacute; &amp;quot;cilada&amp;quot;? Isso sim &amp;eacute; grupo! &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Fonte: &lt;/font&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.pedagogico.com.br/edicoes/10/artigo2250-1.asp?o=r&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Espa&amp;ccedil;o Pedag&amp;oacute;gico&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
					<author>plenariovirtual@gmail.com</author>
					
						<comments>http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11874&amp;from=list&amp;ieFix=true#top</comments>
					
					<pubDate>Fri, 09 Mar 2007 11:56:27 GMT</pubDate>
					<category>Educa&#xe7;&#xe3;o</category>
					
				</item>
				 
				<item>
					<title>Escola: espa&#xe7;o de cultura e forma&#xe7;&#xe3;o</title>
					
					
					<link>http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11872&amp;from=list</link>
					<guid isPermaLink="true">http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11872&amp;from=list</guid>
					<description> &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;span class=&quot;textomateria&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Vive-se, hoje, um momento bastante diverso e n&amp;atilde;o menos dif&amp;iacute;cil.N&amp;atilde;o h&amp;aacute; mais um porto seguro nem verdades que nos sustentem. O futuro &amp;eacute; incerto, e o presente se mostra, em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as mudan&amp;ccedil;as e na velocidade em que se apresentam, quase invariavelmente, como um grande desafio a ser enfrentado, para o qual nem sempre dispomos dos recursos necess&amp;aacute;rios. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Neste contexto, m&amp;uacute;ltiplo, conflituoso e incerto, inscreve-se a escola, e n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o poucos os constrangimentos enfrentados pelos educadores no cotidiano das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;A realidade com a qual se defrontam os educadores se manifesta terrivelmente adversa e contr&amp;aacute;ria a tudo o que foi dito e ensinado na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial. Freq&amp;uuml;ente-mente, o educador se sente perdido e jogado &amp;agrave; pr&amp;oacute;pria sorte, tendo que encontrar, por sua conta e risco, as sa&amp;iacute;das poss&amp;iacute;veis. O contato travado com a realidade produz a oferta de outros modelos e abala cren&amp;ccedil;as antes defendidas. No momento atual, a realidade das pr&amp;aacute;ticas e do universo do ensino ganha matizes inusitados.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Os educadores sentem-se tra&amp;iacute;dos pela sorte e pelas promessas da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O inconsciente coletivo da categoria ainda espera por um aluno ideal, atencioso, estudioso, disposto a responder com presteza &amp;agrave;s solicita&amp;ccedil;&amp;otilde;es do professor e a comprometer-se integralmente com os deveres, aos quais a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o discente o obriga. Diante desse aluno, seria poss&amp;iacute;vel aos educadores verem cumprido, a contento, o seu papel, este ainda n&amp;atilde;o totalmente liberto do perfil mission&amp;aacute;rio de d&amp;eacute;cadas atr&amp;aacute;s, por terem constitu&amp;iacute;do primeiro o bom aluno e, na seq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, o bom cidad&amp;atilde;o, correspondendo, atrav&amp;eacute;s de sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o docente, aos ideais redentores da escola.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Por outro lado, o lugar de autoridade inconteste, anteriormente ocupado pelo educador e legitimado pela sociedade e pela fam&amp;iacute;lia, se relacionava n&amp;atilde;o s&amp;oacute; ao dom&amp;iacute;nio que este possu&amp;iacute;a sobre o conhecimento, mas &amp;agrave; situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o diferenciada em que se encontrava em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao aluno. Ele n&amp;atilde;o era igual ao aluno, em nada. Dele, diferenciava-se pela postura assumida, pelas experi&amp;ecirc;ncias acumuladas, pelo padr&amp;atilde;o e pela diversidade das refer&amp;ecirc;ncias culturais com as quais chegava &amp;agrave; sala de aula, pela linguagem que utilizava, tanto quanto pelo conhecimento do qual era portador. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o das muitas vari&amp;aacute;veis hist&amp;oacute;ricas que pontuaram a trajet&amp;oacute;ria da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, de rold&amp;atilde;o, a de seus agentes, justificada, sobretudo, pelo processo de proletariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o crescente vivido pelo professor, a autoridade inconteste, tamb&amp;eacute;m simb&amp;oacute;lica, deixou de existir.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Sem a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produzir indevidas generaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es cremos que o professor hoje, em larga medida, confunde-se com o aluno e compartilha com ele da mesma cultura disseminada em &amp;acirc;mbito mundial: a de massas. Possui os mesmos gostos e prefer&amp;ecirc;ncias e fala a mesma linguagem de jarg&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o necessariamente por gostar dela, antes, talvez, por consider&amp;aacute;-la instrumento de aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o grupo de alunos. Assiste aos mesmos programas de TV e aos mesmos e poucos filmes, invariavelmente, aventuras hollywoodianas. L&amp;ecirc; pouco, quase nada, um ou outro best seller. S&amp;atilde;o pouco freq&amp;uuml;entes suas idas a exposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a museus e possui restrito repert&amp;oacute;rio musical. O modelo que deveria ser oferecido pelo educador, diferenciado dos usuais, com os quais os alunos est&amp;atilde;o familiarizados e que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o lhes ensinam mais nada, deixou de existir.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Desta feita, a barb&amp;aacute;rie, a &amp;quot;terr&amp;iacute;vel sombra de nossa exist&amp;ecirc;ncia&amp;quot;, assim nomeada e descrita por Adorno, caracterizada como o contr&amp;aacute;rio da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural, atrav&amp;eacute;s da banaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos valores, da dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos tabus e preconceitos, e da opress&amp;atilde;o e desumaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do homem, instala-se e atinge tamb&amp;eacute;m o profissional da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Combat&amp;ecirc;-la implica na &amp;quot;desbarbariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pessoas&amp;quot;, e essa &amp;eacute; uma tarefa a ser realizada pela escola e pelo conjunto dos educadores, atrav&amp;eacute;s da desconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estere&amp;oacute;tipos que minam o cotidiano e do compromisso com a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ressignifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da cultura, a fim de que seja poss&amp;iacute;vel revitalizar o espa&amp;ccedil;o escolar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Neste sentido, &amp;eacute; tarefa da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua pensar a escola como institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural e considerar o curr&amp;iacute;culo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do educador para al&amp;eacute;m dos limites da reflex&amp;atilde;o sobre estrat&amp;eacute;gias did&amp;aacute;tico metodol&amp;oacute;-gicas de aplicabilidade imediata no &amp;acirc;mbito da sala de aula.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span class=&quot;creditos&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;F&amp;aacute;tima Camargo&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Bibliografia sobre Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Educadores&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Verdana&quot; size=&quot;2&quot;&gt;ADORNO, Theodor W. Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e emancipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.&lt;br /&gt;ALARC&amp;Atilde;O, Isabel (org). Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o reflexiva de pro- fessores: estrat&amp;eacute;gias de supervis&amp;atilde;o. Porto: Porto Editores, 1996.&lt;br /&gt;CAN&amp;Aacute;RIO, Rui (org). Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho. Porto: Porto Editores, 1997. &lt;br /&gt;BUENO, Belmira; CATANI, Denice e SOUSA, Cynthia (orgs). A vida e o of&amp;iacute;cio dos professores. S&amp;atilde;o Paulo: Escrituras, 1998.&lt;br /&gt;CAMARGO, F&amp;aacute;tima. A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua e a pr&amp;aacute;tica do educador: a (re)cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos paradigmas produzidos no processo da aprendizagem em servi&amp;ccedil;o. Disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (mestrado). Faculdade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o/USP, 2001.&lt;br /&gt;CONTRERAS, Jos&amp;eacute;. La autonomia del profesorado. Madrid: Morata, 1997.&lt;br /&gt;DEWEY, John. A arte como experi&amp;ecirc;ncia. M&amp;eacute;xico: Fondo de Cultura Econ&amp;ocirc;mica, 1949.&lt;br /&gt;ESTEVE, Jos&amp;eacute; Manuel. O mal estar docente: a sala de aula e a sa&amp;uacute;de dos professores. S&amp;atilde;o Paulo: EDUSC, 1997.&lt;br /&gt;FUSARI, Jos&amp;eacute; Cerchi. Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua de educadores: um estudo de representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de coordenadores pedag&amp;oacute;gicos da Secretaria Municipal de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de S&amp;atilde;o Paulo. Tese (doutorado). Faculdade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o/USP, 1997.&lt;br /&gt;____ A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do educador em servi&amp;ccedil;o: o treinamento dos professores em quest&amp;atilde;o. Disserta&amp;ccedil;&amp;atilde;o (Mestrado). PUC/SP, 1988.&lt;br /&gt;GATTI, Bernadete. Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores e carreira. Campinas:Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;___ Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores e carreira: problemas e movimentos de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Campinas: Autores Associados, 1997.&lt;br /&gt;GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais: rumo &amp;agrave; uma pedagogia cr&amp;iacute;tica da aprendizagem. Porto Alegre: Artes M&amp;eacute;dicas,1997. &lt;br /&gt;MARTINS, Mirian Celeste. Arte - o seu encantamento e o seu trabalho na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de educadores: a celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da metamorfose da cigarra e da formiga. Tese (doutorado). Faculdade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o/USP, 1999.&lt;br /&gt;N&amp;Oacute;VOA, A. (org). Os professores e sua forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Lisboa. Dom Quixote, 1992.&lt;br /&gt;___ Profiss&amp;atilde;o professor. Porto: Porto Editora, 1995.&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Newton Ramos de. Reflex&amp;otilde;es sobre a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o danificada. In: ZUIN, Antonio &amp;Aacute;lvaro Soares (org) A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o danificada - contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; teoria cr&amp;iacute;tica da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Petr&amp;oacute;polis/S&amp;atilde;o Carlos: Vozes/UFSCAR, 1998. &lt;br /&gt;P&amp;Eacute;REZ GOMES, A. E SACRISTAN, J.G. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artes M&amp;eacute;dicas, 1998.&lt;br /&gt;PERRENOUD, Philippe. Pr&amp;aacute;tica pedag&amp;oacute;gica, profiss&amp;atilde;o docente e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o: perspectivas sociol&amp;oacute;gicas. Lisboa: Dom Quixote, 1997.&lt;br /&gt;PIMENTA, Selma Garrido (org). Saberes pedag&amp;oacute;gicos e atividade docente. S&amp;atilde;o Paulo: Cortez, 1999.&lt;br /&gt;SALLES, CECILIA Almeida. Gesto inacabado: processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o art&amp;iacute;stica. S&amp;atilde;o Paulo: FAPESP: Annablume, 1998.&lt;br /&gt;SCH&amp;Otilde;N, Donald A. Educando o profesor reflexivo. Porto Alegre: Artmed, 2001&lt;br /&gt;ZEICHNER, Kenneth. A forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o reflexiva de professores: id&amp;eacute;ias e pr&amp;aacute;ticas. Lisboa: Educa, 1993.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</description>
					<author>plenariovirtual@gmail.com</author>
					
						<comments>http://espacopedagogico.terapad.com/index.cfm?fa=contentNews.newsDetails&amp;newsID=11872&amp;from=list&amp;ieFix=true#top</comments>
					
					<pubDate>Fri, 09 Mar 2007 11:51:46 GMT</pubDate>
					<category>Pr&#xe1;ticas</category>
					
				</item>
				
			</channel>
		</rss>
		